domingo, 10 de julho de 2011

sem freios

contrariando a psicologia
(e como pretendia?)
percebia que ao falar
(o que dela saía)
não era bem o que sentia
decidida a se encontrar
encerrava ali a tagarelice
e escrevia
sem freios
sem pontos
sem vírgulas
com pressa em registrar:
- nada me espera, rompe!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores